NicLog: O blog da Nicole

É o papai de novo, falando de seu amor maior e buscando registrar algumas de suas artes e peripécias.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Ensinando a pensar

Fui pegar minha princesinha para dar uma volta ontem à noite, após o trabalho. Ela tem ficado na casa da vovó Anahy durante a viagem da mamãe. A caminho do McDonald's e como de costume, pergunto-lhe sobre como foram as aulas e experiências na escola nos últimos dias. Ela fala de uma ou outra coisa, sem preocupação com ordem cronológica ou qualquer outro tipo de ordem. E eu penso: "Hum, que bom deve ser essa liberdade de falar só o que vem à mente, do jeito e na ordem que vem."

Conversa vai, conversa vem e, às vezes, não consigo conter meu gosto pela matemática e, assim, as perguntas convergem para o mundo dos números. Jogo no ar uma simples expressão aritimética, um "quanto é 2 + 7" da vida, ou então invento uma estorinha envolvendo desafios matemáticos (simples, claro). Interesso-me não somente por suas respostas, mas em entender a forma como ela as constrói.

O "2 + 7" acima, por exemplo, produziu o "9" esperado como resposta. O algoritmo usado também foi o que eu esperava. A Nicky posicionou um ponteiro mental no 2 e avançou 7 posições até pairar sobre o 9. Interessante mencionar que ela fez questão de me mostrar as duas mãos e dizer: "Olha, papai, não estou contando com os dedos." Mas meu objetivo não era exatamente impedir que ela usasse os dedos, mas sim ensinar-lhe que quando nos deparamos com um problema, é geralmente vantajoso tomar uns instantes iniciais para analisá-lo, sem a preocupação cega de chegar ao resultado.

Assim sendo, tratei de demonstrar-lhe que não importa a ordem em que somamos dois números; o resultado será o mesmo. Tecnicamente, estava apresentando-lhe a comutatividade da operação de adição. Não foi difícil convencê-la usando exemplos. De volta à questão inicial, propus à Nicky que a abordasse novamente, desta vez fazendo uso da propriedade recém aprendida. O "2 + 7" agora seria "7 + 2" e, assim, a resposta brotaria a um custo muito menor.

Ensinar a pensar, penso eu, é como ensinar a pescar. Espero que minha filhota faça bom uso das sementinhas de conhecimento que a tenho passado.