Bilíngüe
Quem me conhece sabe que nunca estive verdadeiramente preocupado com o fato de a Nicole não ter deslanchado a falar logo cedo. Para mim, a exposição incomum que ela teve a vários idiomas diferentes —sobretudo inglês, espanhol e japonês— durante seus primeiros 18 meses de vida justificam o atraso. Além disso, sempre olhei para esse atraso com esperança de que daria frutos saborosos e suculentos. Portanto, iniciado o investimento, coube a nós, papais, mantê-lo alimentado. Ficou acertado de que eu deveria realizar minha comunicação com a Nicole em inglês, o que procuro fazer sempre que possível e apropriado.
De fato, já participei de diversas situações onde pude vislumbrar os esperados dividendos. Situações que vêm mostrar que valeu e vale a pena dar à Nicole esse nível extra de educação lingüística. Trata-se de dar-lhe um comando em inglês e vê-la executá-lo ou repetí-lo a outrem, em português. Isso aconteceu duas vezes no feriadão: na primeira, pedi a ela que jogasse fora um pedaço de plástico que estava no chão da sala de televisão (com algo como "Nicky, throw it out, please."), ao que ela atendeu, dirigindo-se à area de serviço e, indagada sobre seu destino, respondendo: "Jogá fora"; na outra situação, pedi-lhe que perguntasse ao Bau se gostaria de tomar café ("Nicky, ask Bau if he would like some coffee." ou algo parecido), ao que ela atendeu, indo até seu quarto e disparando: "Qué café, Bau?"

1 Comments:
At 12:11 PM,
Rafael said…
Legal Zunino !
Mesmo que ela nao saia falando ingles jah, é bem provavel que isso facilite o aprendizado depois.
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